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Os discípulos maduros

esus formou doze discípulos, não para ser servido, mas para servi-los. Aqui é a premissa do discipulado original que, infelizmente, foi desvirtuado no decorrer do tempo pela igreja do Mestre Jesus.

Com o advento do movimento gospel fast food, surgiram também “falsos mestres”. Essa figura impele de forma coercitiva e fantasiosa, que o discípulo o siga à revelia e a qualquer custo para atender os seus interesses pessoais como se os fossem interesses do Mestre Jesus.

Hoje, espero levar o amigo leitor ao amadurecimento acerca deste tema tão invertido nos dias de hoje, o qual é fundamental para o alicerce da fé e de suas práticas através da igreja para todas as nações da terra. Igreja acontece quando os discípulos de Jesus se reúnem em algum lugar para cultuá-lo (servi-lo).

 

Professor Cria Curso Online p/ Bacharel Livre em Teologia com VÍDEO AULAS

 

O Plano Fundamental de Eternidade

Seguir a Cristo é aplicar-se a ensinar o que Ele ensinou, e a fazer o que Ele fez, formando novos seguidores (Dele) para seguirem em frente com a mesma doutrina de salvação, arrependimento, novidade de vida, restauração e mudança de mente para cumprir o plano de ação que o Pai deu à igreja. Seguir o Plano de Deus é fundamental para o discípulo, mas com tantas confusões e ideias baseadas em emoções, empolgações, erros teológicos e heresias por aí, faz-se necessário “conferir” as Escrituras.

Em primeiro lugar, será necessário compreender o fundamento, ou seja, a quem seguir, e por que fazê-lo?  Ora, todo discípulo tem um mestre. No caso da igreja, o nosso mestre é Jesus. Mas, o que é ser discípulo de Jesus? Por que segui-lo?

A resposta não está em nenhum movimento cristão, mas está nas Escrituras. Jesus ensinou que estar ao lado Dele é privilégio sim, porém, não por méritos, nem por obras, mas por amor.  Ele não tinha nenhum templo ou organização registrados em seu CPF, não se envolveu com política, nem com religião, mas havia inabalavelmente o reino de Deus radiando em sua vida! E, hoje esse poder deseja habitar dentro de você! Ele ensinou sobre o reino de Deus. As suas aulas não falavam de outra coisa. Onze discípulos entenderam tudo, o décimo segundo não. Seus discípulos, também apóstolos, passaram a ensinar a mesma doutrina do Mestre. Cabe a nós, discípulos de Jesus permanecer na doutrina dos apóstolos de Atos 2:42; Efésios 2:20; 2 João 1:9: “Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho” e também Tito 1:9, que diz assim sobre esse fundamento da fé, a sã doutrina de Cristo: “Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes”.

Não se distraia!

Há uma narrativa muito legal no livro de Mateus, numa conversa que Jesus estava tendo com os seus discípulos, que é bom inserir aqui neste artigo para uma melhor compreensão sobre serviço e amor no reino de Deus. É a historia da mãe de Tiago e João, discípulos de Jesus. Vamos ler com calma:

Então se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-o, e fazendo-lhe um pedido.

21 E ele diz-lhe: Que queres? Ela respondeu: Dize que estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino.

22 Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? Dizem-lhe eles: Podemos.

23 E diz-lhes ele: Na verdade bebereis o meu cálice e sereis batizados com o batismo com que eu sou batizado, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem meu Pai o tem preparado.

24 E, quando os dez ouviram isto, indignaram-se contra os dois irmãos.

25 Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles.

26 Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal;

27 E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo;

Ele disse assim na última parte do encontro:

Mateus 20:28:

“… o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”.

Na história que reflete o texto acima, a mãe de Tiago e de João faz um pedido sem malícia a Jesus, mas que não estava dentro dos planos de Deus. Portanto, ainda que ouvinte da ideia, o Mestre não cumpriu o plano da mãe de Tiago e de João, no contexto deste texto. Dizer não faz parte da escola do amor e da escola do reino de Deus!

Ele cumpriu o Plano Eterno de seu Pai Eterno. Há um plano eterno, e devemos segui-lo a partir de uma atitude de amor e obediência ao Mestre Jesus. Se Ele seguiu este plano eterno, todos nós, discípulos Dele devemos seguir também.

Sinédrio não, Reino de Deus.

Acontece que, infelizmente, assim como retrata o texto, mesmo sem maldade alguma no coração dos líderes cristãos imaturos, a igreja é levada a sair do plano eterno do Pai para seguir o plano humano e temporal, numa tentativa de solidificar a sua autoridade, poder e riqueza e ‘pseudogoverno’ terráqueos. Mas, são passageiros e longe do plano de Deus.

Nessa distração e distorção, estes vão seguindo as suas ideias e demais ideias, levando outros cristãos a segui-los freneticamente, convencionando culturas da terra para que de forma compensadora, as pessoas se tornem mais poderosas, ganhem status, ou se tornem como o líder é. Uma escola de discípulos que firmam suas bases em coisas temporais, planos e projetos humanos que um dia vão acabar.  Os líderes estão desejando ardentemente a adoração para si, os muitos cristãos os seguem nessas tolices. Por outro lado, a carência emocional de um “pai herói”, representando pelos filmes de tv, dentre outras formas de cinema ou literatura, tem levado muitos cristãos a adorarem líderes que nunca desejaram isso para si.

Muitos cristãos enganados, por acharem que agradar aos homens, é sinônimo de ser discípulo de Jesus. Mas não é!  Seguir a Cristo é outro plano, é um Projeto do Pai, o qual Jesus falava aos judeus, confrontando as suas políticas e práticas religiosas de manipulação da massa. “Sinédrio não, Reino de Deus”, foi o que os apóstolos, liderados por Pedro disseram em Atos ao romper com uma “autoridade sem reconhecimento do céu”. Foi ali “a primeira reforma” da igreja na história.  Não nos curvaremos a Baal, disse Daniel a Nabucodonosor.  A passividade de mente pode levar muitas pessoas à se sentirem confortáveis quando vier a apostasia. Mas, autoridade espiritual não deve ser adorada como deuses.

Autoridade espiritual madura deve ser seguida. Autoridade espiritual néscia deve ser questionada ou invalidada.

O discípulo de Jesus não negocia a sua fé

Outra distração ou distorção no discipulado cristão deste século é seguir negociantes da fé. Esse é um dos piores “discipulados” da igreja de todos os tempos;  o amor ao dinheiro.  Pessoas sendo corrompidas para trocar moedas e favores com Deus. Uma pena! Que discipulado é este? Se tem uma coisa que não foi designado à Igreja de Cristo foi perder tempo com Dízimos e templos. Essa ordenança fora dada em outra história do reino do Velho Testamento, para cumprir coisas daquele tempo; aos judeus cabia essa preocupação. Dízimo é um princípio, um fundamento, uma regra para os judeus. Quem segue princípios prospera. A igreja pode sim, adorar a Deus com os seus bens (que nem sempre tem que ser em dinheiro ou 10% dele). Mas, não se distraia! A missão da igreja é outra. Reino de Deus não dízimo, é almas!

Ser discípulo de Jesus não é enfatizar o dinheiro, mas negar a essa “obsessão”, isso é seguir a Cristo. O cristão não é obrigado a entregar o dízimo, mas o Apóstolo Paulo ensinou em 2 Cor. 9:6-7, que o princípio da semeadura é ofertar como gratidão, não como obrigação. A obrigação é metódica (10%), mas a gratidão não tem percentual porque quem semeia pouco ceifará pouco, mas que semeia muito ceifará muito. E, isso vai além do dinheiro! O discípulo maduro não precisa de pressão. Ser discípulo de Jesus é adorar com alegria, gratidão e singeleza de coração.  A pressão vem do homem, mas o amor vem de Cristo.

O discípulo maduro vive em comunhão

E, por falar em templo, construção de templos, castelos e palácios, essa também não é a preocupação fundamental da igreja de Cristo.  Contudo, é isto que tem minado à mente de vários líderes, pastores e apóstolos e comunidades. Quanto maior o templo, maior a santidade ou o compromisso com o Mestre? Quanto “mais grande” o templo, maior é a igreja?

Lembrem-se: o tamanho de uma igreja não representa o reino de Deus! O significado do Reino está na intensidade do amor que você entrega ao Rei, por gratidão, e na intensidade do amor (de Deus) que você injeta nas pessoas pela fé! Mas, isso não é uma teoria apenas! Deve haver exercício! Isso mesmo; “exercício” de amor e de fé que vimos na igreja dos apóstolos!

Igreja acontece quando os discípulos de Jesus se reúnem em algum lugar para cultuá-lo, que é o mesmo que servi-lo.

O discípulo de Jesus ama a Israel, mas não a substitui profeticamente

A terceira menção que estudei, e desejo deixar o legado aqui esta geração e para as próximas gerações, é o prejuízo que dá a igreja achar que substituiu a Israel, com a tal da ”teologia da substituição”, desde a última reforma para os protestantes cristãos ou desde o domínio romano ao sublimar os judeus de sua época como império.

Com os falsos ensinos, em vez de a igreja cumprir a sua missão neste século, corre atrás do vento ao tentar copiar os rituais judeus. Esses abusos religiosos, que corrompem as Escrituras, também corrompem as mentes das pessoas de bom coração, as quais desejariam com sinceridade se tornar discípulos do Mestre Jesus, sem tomar o lugar dos outros. Instituir sacerdotes era uma ordenança para o povo de Israel, seria por causa do Tabernáculo, depois para o Templo em Jerusalém.  Uma casta sacerdotal reivindicando para si o poder de transmitir a graça de Deus por meio de sacramentos? Nem Vaticano, nem Israel. mas Jesus é o centro de todo amor!

O Céu não é uma “instituição”,

O céu não é uma instituição religiosa, é a morada do Eterno Deus e de Seu Governo Eterno. Com isso não se brinca! É necessário amadurecimento na fé para fugir das heresias.

Salvação e perdão de pecados não são atribuições de seres humanos.  Por isso, ninguém, nem seu padre, nem seu pastor, e nada como uma igreja ou ministério são mais importantes do que Jesus Cristo, o Único Sacerdote! Somente Jesus pode perdoar pecados e intermediar o nosso livre acesso ao Pai. O verdadeiro discípulo de Jesus renuncia a idolatria de qualquer líder ou instituição para amar e seguir a Cristo.

“Quando se exclui Israel do plano de Deus ou quando se nega um futuro eterno para essa nação, sobretudo, quando algum grupo apropria-se indevidamente das promessas, exortações, rituais e festas ordenadas apenas ao povo judeu, nem precisaremos ficar admirados com as consequências” (A igreja sem Israel, Reinhold Federolf , 1ª. Edição, Porto Alegre 2015).

Jesus é a Verdade, siga-o pela fé

A quarta e última versão de discipulado para este artigo, e que temos observado na igreja deste século, vem do novo movimento de pessoas falando sobre o reino de Deus. Falam de “reino”, mas ao se acharem os “donos da verdade”, aplicam várias restrições aos seus fiéis ou ao resto do povo de Deus como assim faziam os fariseus da Bíblia. É quase impossível alcançar o reino para quem ouve as suas pregações.  O culto deixa de ser uma adoração, para que todos os ouvintes mergulhem em depressão. Ora, o reino de Deus não é lugar de hostilidade, é lugar de hospitalidade.

Nenhum verdadeiro discípulo de Jesus foi tão constrangido a aceitar tantas palavras de derrotas e de restrição. Salvo a parte que o Mestre confrontava os rebeldes, sobretudo os fariseus, escribas e saduceus, Jesus abraçava as pessoas em vez de vomitar alguma arrogância em cima delas. Reino de Deus é alegria de espírito, não uma escravidão mental e irracional que a igreja deve engolir goela abaixo.

Quem segue a Jesus não é um discípulo passivo

Os discípulos se dedicaram a seguir o Mestre, e depois como apóstolos não se tornaram pessoas passivas, medrosas, ou preguiçosas para que o evangelho se espalhasse pelo mundo até chegar a nós.  São “atos” e “atitudes” que demonstrarão a intensidade de seu amor e o valor de sua fé, na intenção primária de agradar ao Rei! Não se deixem enganar mais pelos “olhos de grandeza” deste movimento gospel que estamos assistindo com tristeza nos dias de hoje! Mas, também, não fiquem “escravos de rituais”, “escravos de métodos e tradições religiosas”, porque não foi isso que Jesus nos ensinou! Aliás, Ele combateu as práticas irrelevantes dos fariseus de seu tempo.

Jesus está acima da Lei. Ele é Senhor do sábado, dos métodos, dos rituais e também do dinheiro!  Sua atitude passiva poderá leva-lo a qualquer vento de doutrina. Examine as Escrituras (João 5:39). Jesus não tinha CNPJ, nem construiu um palácio, não tinha CD gravado, nem participava de algum clube evangélico rico e famoso. Mas, Ele fez o que a igreja deve fazer nos dias de hoje. Ele agiu sem precisar de uma máquina administrativa para exibir um escudo ou uma força. Ele serviu assim mesmo! Jesus tomou a iniciativa e, assim como o cabeça da igreja, mudou o destino das nações. Nós, como igreja, devemos seguir Mestre. E, assim como a igreja de atos, também devemos mudar destinos de famílias ao nosso redor,  injetando o reino de Deus nas vidas delas, através da ação do Espírito Santo.

Autoridade é serviço, e não “ser visto”

Ele, O Senhor Jesus, é autoridade máxima no céu e na terra, então, qual o problema de segui-lo? Recompensa imediata aos olhos dos vizinhos ou dos irmãos da igreja. Por exemplo: “estava no banco da igreja, mas agora estou no altar”. Puxa que sucesso! Quanto orgulho!

Um grande engodo desse mundo também é: “agora sou um pastor ou apóstolo”, dando a ideia de que é esse o objetivo do reino, mas essa distração também está desestruturando muitos cristãos, sobretudo os mais novos.  O Reino de Deus não é uma carreira profissional, nem algum plano de liderança, é plano de transformação espiritual e de caráter.  Quando um discípulo adora mais ao nome de seu pastor ou nome de sua igreja, mais do que o nome de Jesus, esse discípulo está em pecado por engano próprio, sendo induzido ao erro por sua liderança (sejam apóstolos ou pastores).

Além disso, a Casa do Senhor não é uma “casa de negócios” aonde os líderes privilegiam, com interesses próprios, sempre os mais ricos e nobres, e desprezam os que nada (aparentemente) tem. Um exemplo seguido da igreja dos fariseus do tempo de Jesus e dos apóstolos.

Por causa dessa igreja desviada, é que encontramos muitas pessoas feridas com o evangelho, tanto os ricos como os pobres.

Seriam estes discípulos do Mestre Jesus ou abusadores formando indignamente outros abusadores dentro do evangelho dos lobos. Jesus nos mandou fazer discípulos de acordo com o ensino Dele.  Deus está interessado numa igreja curada, sarada e redimida pelo sangue de Jesus! Ele á a autoridade que o mundo precisa!

Almejar o episcopado é saudável para quem deseja servir, não para quem deseja se exibir. Muitas igrejas decidiram confundir dons e ministérios com liderança, avareza e soberba! Em Timóteo, porém, a igreja é exortada mais uma vez:

Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.
Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
Não dado ao vinho, não espancador,
não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;
Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia. (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus? );
Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo.
Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo.”
(1 Timóteo 3:1-7)

Outra máxima do evangelho forjado é “estava sem grana, mas agora sou um milionário”. Não é pecado ter posses e bens, mas que tal repartir e dar casas ou mansões para os que precisam se abrigar? Que tal amar a Deus sobre todas as coisas? Seguir a Jesus é alcançar o sucesso de um projeto egoísta de carreira orgulhosa, se Jesus ensinou sobre a coletividade? Isso seria seguir a Jesus? Seguir a Jesus seria mesmo enriquecer? Coisas terrenas, servindo a si mesmo? Quem é o seu mestre? A “quem” você está seguindo? Jesus, o Soberano Rei cheio de poder e autoridade, deseja servir e amar você.

É necessário renovação da mente humana para uma mente de Cristo! A isto chamamos de reforma espiritual! É preciso estar na direção certa do propósito eterno para que uma igreja seja uma “igreja madura”, sem aquela desnecessária carência de exibir números (imaturos).

Ser discípulo de Jesus não é ser “o grande”, como Alexandre, 

mas ser “o menor de todos”, como João Batista!

 

O mandamento de Jesus

Revisando:

a) “Ir” aos povos e nações, até os confins da terra. É a missão desta igreja;

b) “pregar” o evangelho a toda criatura (sem comentários).

b) “fazer” discípulo Dele, para o reino Dele, não da terra, mas do céu;

c) “batizar”, confirmar a fé, através deste sinal físico (importante para os povos da terra);

d) “ensinar” o que Ele nos ensinou, e não o que o líder manda ou acha que deve ser.  Essa parte é importante destacar, pois é aqui que muitas igrejas negligenciam a fé! O nosso papel é ensinar o Plano de Deus, assim como Jesus ensinou e, não seguir cegamente qualquer “comando profético” duvidoso ou arbitrário. E, também, é bom refletir aqui sobre o verdadeiro ensino. Ensinar a verdade não é julgamento. Mas, o verdadeiro julgamento virá!

Discipulado maduro é manter a fidelidade no relacionamento entre o Mestre e o aprendiz. A falha está em desobedecer a ordem do Mestre Jesus para passar a ensinar o plano do líder, ou o método da igreja acima do Plano Eterno como o catecismo e a mariolatria da igreja católica ou as mais diversas ideias de discipulados das igrejas evangélicas contemporâneas, além das mais abusivas atitudes de arrogâncias de grupos que hoje discursam sobre o “reino” (sem humildade), gerando falsos ensinos e heresias sem precedentes.

A herança dos seguidores de Cristo       

Aqueles que priorizam a obediência em seguir a Cristo receberão cem vezes mais daquilo que houverem colocado em segundo plano. Todas as coisas vem depois do Reino e da Justiça do Senhor. Não andem ansiosos. Para Deus tudo é possível! Ninguém que segue a Jesus está atrasado ou esquecido por Ele! Foi isso o que Ele respondeu a Pedro num certo dia na Escola do Reino, lá em Mateus 19:17-30:

Então Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Eis que nós deixamos tudo, e te seguimos; que receberemos?

28 E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.

29 E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou terras, por amor de meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna.

30 Porém, muitos primeiros serão os derradeiros, e muitos derradeiros serão os primeiros.

Atenção: apesar do ensino de Jesus acima já ser bem claro, num sentido literal, alerto: não é para o pai de família “abandonar” a sua casa e família para seguir a Jesus, mas é para primeiramente mergulhar o seu espírito no plano original e no reino eterno de Deus para depois mergulhar a sua família e outros povos nesse plano também! Pois como Jesus disse: “Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” (Marcos 8:36).

O que é ser discípulo de Jesus?

Ser discípulo de Jesus não é seguir os rumos da idolatria católica ou da idolatria gospel, é seguir o plano original do Pai, para honrar o Deus Verdadeiro e Eterno.

Ele disse em Lucas 37 a 39:

Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. 38 E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.39 Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á”.

Então, quando você será digno de Jesus? Quando você entender a cultura de Cristo, passando a renunciar seus bens em favor do Rei, priorizando a Deus acima de todas as coisas da terra. Assim como o Mestre o fez, mas não pecou com isso!

Ser discípulo de Jesus não é viver pelo que se gosta de fazer para satisfazer a sua carne, e sim, pelo que se renuncia para fortalecer a sua fé, razão e caráter!

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Conclusão

Ser discípulo de Jesus não é ter a grandeza nos olhos, e sim ter grandeza na fé!

Ser discípulo de Jesus não significa exibir riqueza, nem pobreza, mas nobreza.

O verdadeiro discípulo de Jesus não é escravo da sua teologia, não é escravo das suas tradições, nem está aprisionado no orgulho de sua ideia mirabolante.

A igreja não deve adorar a sua ideia, mas deve se enquadrar na ideia maravilhosa de Deus. Qualquer desvio do plano original de Deus é corrida atrás do vento, fadiga e idolatria, que é o mesmo que rebelião.

O assunto não se encerra aqui neste texto, nem se esgota com outros estudos acerca deste assunto. Mas pode ser experimentado por você diariamente.

Jesus disse aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; (Mateus 16:24)

Não somos “clientes” de igrejas, somos agentes da expansão do reino de Deus como “igreja”.

Até breve discípulos (de Jesus)!

Claudinho Santos

#AEscoladoReino

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